Você sabe pingar colírio corretamente?

O tratamento oftalmológico passa quase que rotineiramente pela administração de colírios. Sejam lubrificantes oculares para conforto visual, sejam colírios para infecções, inflamações ou tratamentos pré ou pós-operatórios. Muitas vezes o sucesso de seu tratamento está intimamente ligado ao uso correto dos colírios. Mas você sabe administrar do jeito certo os colírios?

  • O modo correto de administração envolve lavar as mãos com água corrente e sabão,  secando-as após. Não apoie a tampa do colírio em locais com sujidade.
  • Afaste a pálpebra inferior, assim conseguirá visualizar melhor a área na qual a gota cairá.
  • Não encoste o bico dosador no olho.
  • Após a instilação da gota, feche os olhos suavemente por alguns instantes pressionando levemente o canto nasal do olho.
  • Caso alguma gota a mais caia dentro do olho não se preocupe e enxugue apenas o que escorrer e após a instilação.
  • Caso haja mais de um colírio a ser instilado, aguarde 5 a 10 minutos de intervalo.

Lembre-se! Somente um oftalmologista está capacitado para prescrever o colírio correto às suas necessidades!

Fonte da figura: https://saude.novartis.com.br/glaucoma/a-importancia-dos-colirios-no-tratamento-do-glaucoma/

 

Terapia Antiangiogênica

Injeção intraocular de fármacos combate doenças como DMRI e edema macular causados por diabetes.
A terapia antiangiogênica é um procedimento cada vez mais utilizado no tratamento de doenças que afetam a retina. Técnica que surgiu nos anos 2000, trata-se da aplicação de fármacos que diminuem a proliferação e a permeabilidade de vasos sanguíneos no interior dos olhos. Esses medicamentos são injetados na cavidade vítrea, onde há o gel (humor vítreo) que preenche cerca de 80% do volume do olho.
O procedimento deve ser realizado por um oftalmologista especializado no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de indivíduos com doenças na retina.
Indicações: A terapia é indicada para casos de edema de mácula (inchaço na porção central da retina) por diabetes mellitus, obstrução de veias retinianas e degeneração macular relacionada à idade (forma exsudativa da DMRI), doença não tão conhecida pela população como o glaucoma ou a catarata, mas que, atualmente, está entre as principais causas de cegueira em pessoas com mais de 60 anos, atingindo cerca de 30 milhões de indivíduos no mundo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV).
Na prática: O procedimento é simples e rápido, porém, necessita cuidado, pois é invasivo. A aplicação é realizada com anestesia local (colírio ou anestésico injetado sob a conjuntiva) e raramente causa dor. Antes da aplicação, o uso de um colírio com iodopovidona diminui consideravelmente o risco de endoftalmite, como é denominada a infecção no interior do olho.
O número de aplicações pode variar de acordo com a doença ocular e a resposta do paciente ao tratamento.
Pós-terapia: O paciente é liberado depois do procedimento, com a recomendação de contatar imediatamente o seu oftalmologista caso tenha dor, diminuição da visão ou secreção ocular nos dias seguintes.
Progressos: Aliada no tratamento de diversas doenças, a tendência é que terapia antiangiogênica siga sendo utilizada, com fármacos ainda mais potentes. Novidades devem surgir nos próximos anos, com a introdução de outras substâncias antiangiogênicas. Espera-se que elas tenham maior eficácia, com melhores resultados visuais, e que os intervalos entre as aplicações sejam maiores, com diminuição dos custos diretos e indiretos do tratamento.
Fonte: Revista Universo Visual. Disponível em: https://universovisual.com.br/secao/noticias/300/terapia-antiangiogenica-e-aliada-em-tratamentos-oculares

Crosslinking da Córnea

O crosslinking é um tratamento que está sendo amplamente divulgado nos últimos tempos. É utilizado no tratamento do ceratocone e das doenças ectásicas da córnea, com a finalidade de remodelamento corneano, visando a não progressão destas doenças.

É um tratamento pouco invasivo, realizado por médico oftalmologista especializado. Consiste na instilação de colírio de riboflavina (vitamina B) e da combinação de radiações especiais na córnea, com a finalidade de entrelaçamento das fibras de colágeno e aumento da resistência corneana.

Existem critérios para sua indicação e um acompanhamento rigoroso deve ser realizado antes e após o procedimento. O IPB dispõe deste moderno tratamento e de outros, para solução de ordem terapêutica destas doenças.

Consulte nossos oftalmologistas especializados do corpo clínico. Sua saúde merece prioridade!

A vida é melhor sem óculos

Através da cirurgia a laser é possível a correção dos problemas de refração e uma vida praticamente independente de óculos.

Com o avanço da medicina, já é possível dizer que os óculos são antiquados e as lentes de contato, trabalhosas e custosas. Quem possui algum tipo de “grau” sempre sonhou em acordar pela manhã enxergando sem precisar tatear à sua volta, procurando por seus óculos. Praticar esportes, vida social, festas, trabalhos e muitas outras situações ficariam melhores se houvesse a independência dos óculos ou lentes de contato.

E é por meio da cirurgia a laser, para a correção de miopia, astigmatismo e hipermetropia ou pela cirurgia com o ultra-som para o implante de lentes intra-oculares, que tudo isto tornou-se possível.

A visão de volta aos jovens e adultos

A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia podem ser corrigidos isoladamente ou quando combinados, através da cirurgia refrativa, desde que o grau esteja estabilizado e o exame oftalmológico completo não mostre nenhuma alteração. Portanto, um cuidadoso exame deve ser realizado e as devidas orientações e dúvidas esclarecidas, avaliando se o candidato está ou não apto para ser operado.

A cirurgia a laser consiste em esculpir e modelar a curvatura da córnea com a tecnologia do laser, chamado Excimer Laser. Os aparelhos de última geração executam a cirurgia com previsibilidade e segurança, assim a estabilidade cirúrgica tornou-se mais alta, mas sempre a confiança e experiência do cirurgião se fazem absolutas.

Idosos mais cheios de vida

Muitas vezes nossos pais e avós, quando abandonam atividades usuais e corriqueiras, o fazem devido à perda gradativa da visão. Tal situação interfere na qualidade de vida, pois traz insegurança. Pessoas com mais de 55 anos de idade que passam a apresentar alteração no grau dos óculos e alteração visual podem estar iniciando o desenvolvimento de catarata. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a cirurgia da catarata atualmente é praticada pela técnica da facoemulsificação do cristalino (técnica que utiliza ultrassom), e não há mais a necessidade do ¨tal amadurecimento da catarata¨ por completo. A catarata, por esta técnica, será dissolvida e fragmentada em pequenas partículas que serão aspiradas pelo equipamento adequado. Trata-se de uma cirurgia feita por uma microincisão e implanta-se, então, uma lente intraocular que substituirá o antigo cristalino. As lentes mais modernas são dobráveis e flexíveis, fazendo com que na maioria das cirurgias sequer seja necessário o emprego de pontos. A anestesia é local e sem riscos. No momento do diagnóstico da catarata a cirurgia já pode ser indicada se o cirurgião possuir a experiência necessária para realizá-la.

Devemos lembrar que a correção da catarata também vem acompanhada da correção total ou parcial do grau prévio do paciente. O avanço tecnológico das novas lentes intraoculares também permite o cálculo preciso do grau residual, muitas vezes, fazendo com que haja abandono do óculos em definitivo.