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Terapia Antiangiogênica

Injeção intraocular de fármacos combate doenças como DMRI e edema macular causados por diabetes.
A terapia antiangiogênica é um procedimento cada vez mais utilizado no tratamento de doenças que afetam a retina. Técnica que surgiu nos anos 2000, trata-se da aplicação de fármacos que diminuem a proliferação e a permeabilidade de vasos sanguíneos no interior dos olhos. Esses medicamentos são injetados na cavidade vítrea, onde há o gel (humor vítreo) que preenche cerca de 80% do volume do olho.
O procedimento deve ser realizado por um oftalmologista especializado no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de indivíduos com doenças na retina.
Indicações: A terapia é indicada para casos de edema de mácula (inchaço na porção central da retina) por diabetes mellitus, obstrução de veias retinianas e degeneração macular relacionada à idade (forma exsudativa da DMRI), doença não tão conhecida pela população como o glaucoma ou a catarata, mas que, atualmente, está entre as principais causas de cegueira em pessoas com mais de 60 anos, atingindo cerca de 30 milhões de indivíduos no mundo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV).
Na prática: O procedimento é simples e rápido, porém, necessita cuidado, pois é invasivo. A aplicação é realizada com anestesia local (colírio ou anestésico injetado sob a conjuntiva) e raramente causa dor. Antes da aplicação, o uso de um colírio com iodopovidona diminui consideravelmente o risco de endoftalmite, como é denominada a infecção no interior do olho.
O número de aplicações pode variar de acordo com a doença ocular e a resposta do paciente ao tratamento.
Pós-terapia: O paciente é liberado depois do procedimento, com a recomendação de contatar imediatamente o seu oftalmologista caso tenha dor, diminuição da visão ou secreção ocular nos dias seguintes.
Progressos: Aliada no tratamento de diversas doenças, a tendência é que terapia antiangiogênica siga sendo utilizada, com fármacos ainda mais potentes. Novidades devem surgir nos próximos anos, com a introdução de outras substâncias antiangiogênicas. Espera-se que elas tenham maior eficácia, com melhores resultados visuais, e que os intervalos entre as aplicações sejam maiores, com diminuição dos custos diretos e indiretos do tratamento.
Fonte: Revista Universo Visual. Disponível em: https://universovisual.com.br/secao/noticias/300/terapia-antiangiogenica-e-aliada-em-tratamentos-oculares

Moscas Volantes

As imagens tipo moscas volantes, cobrinhas e sombras que muitos pacientes enxergam se devem ao evento de descolamento do vítreo posterior.

O vítreo é uma espécie de gelatina transparente que preenche a parte posterior do olho, estando envolto e firmemente aderido à retina. Devido ao envelhecimento e algumas outras causas, essa gelatina pode se desprender da parede interna do olho e da retina sem causar, obrigatoriamente, danos à visão. Esse fenômeno é chamado de descolamento posterior do vítreo (“descolamento da gelatina do olho”).

O descolamento dessa gelatina e seus sinais são muito comuns e nem sempre estão relacionados ao descolamento de retina. No entanto, em alguns casos e na presença de fatores de risco, esse processo pode rasgar a retina em um ou mais pontos de maior aderência. Os sinais de alerta são: percepção de pontos negros na visão que se movimentam com a posição do olhar, embaçamento visual e por vezes flashes luminosos.

Esses pontos escuros são denominados moscas volantes e podem ter outras formas, como fio de cabelo e teia de aranha. Esses sintomas são comuns na população em geral e, principalmente, em pessoas com miopia e operadas de catarata.

Essas alterações geralmente são benignas e ocorrem com frequência e podem resultar da separação do vítreo da retina sem demais complicações. Porém, em alguns casos, ocorre a formação de um rasgo na retina, como anteriormente mencionado, se esta ainda estiver colada, o tratamento com aplicação de laser na área do rasgo deverá ser feita mais precocemente possível para se evitar maiores danos.

Caso qualquer uma destas alterações surja em seus olhos, procure imediatamente um oftalmologista.