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Sa√ļde dos olhos, sa√ļde do corpo!

Todo mundo j√° ouviu dizer que “os olhos s√£o a janela da alma”, mas na verdade, s√£o as janelas do corpo tamb√©m. Eles s√£o capazes de revelar doen√ßas que, a princ√≠pio, n√£o afetam a vis√£o ou se relacionam com os olhos. Mas n√£o √© apenas isso: h√° uma estreita rela√ß√£o entre o “grau” (miopia, hipermetropia, astigmatismo), que s√£o consideradas as doen√ßas oculares mais comuns, e outras doen√ßas da vis√£o que podem levar √† cegueira.

In√ļmeras doen√ßas sist√™micas (que afetam todo o corpo) podem tamb√©m levar a altera√ß√Ķes nos olhos e na vis√£o (e isso pode ser o primeiro sinal de algumas enfermidades).

H√° doen√ßas oculares e sist√™micas que causam ou agravam o “grau”. Como por ex. diabetes mellitus, catarata, intoxica√ß√£o medicamentosa, botulismo, tumores, infec√ß√Ķes, aumento da press√£o intracraniana, etc. As ametropias (grau), doen√ßas oculares tidas aparentemente como simples, podem representar fator de risco para doen√ßas oculares graves e com potencial cegante, como a obstru√ß√£o dos vasos da retina, a degenera√ß√£o macular relacionada √† idade (conhecida como DMRI) e o glaucoma.

SAÚDE VISUAL E GERAL CAMINHAM DE MÃOS DADAS.
-| Consulte regularmente seu médico oftalmologista! |-

Fonte: Revista VejaBem, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, n. 20, ano 07, 2019.

Terapia Antiangiogênica

Injeção intraocular de fármacos combate doenças como DMRI e edema macular causados por diabetes.
A terapia antiangiogênica é um procedimento cada vez mais utilizado no tratamento de doenças que afetam a retina. Técnica que surgiu nos anos 2000, trata-se da aplicação de fármacos que diminuem a proliferação e a permeabilidade de vasos sanguíneos no interior dos olhos. Esses medicamentos são injetados na cavidade vítrea, onde há o gel (humor vítreo) que preenche cerca de 80% do volume do olho.
O procedimento deve ser realizado por um oftalmologista especializado no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de indivíduos com doenças na retina.
Indica√ß√Ķes: A terapia √© indicada para casos de edema de m√°cula (incha√ßo na por√ß√£o central da retina) por diabetes mellitus, obstru√ß√£o de veias retinianas e degenera√ß√£o macular relacionada √† idade (forma exsudativa da DMRI), doen√ßa n√£o t√£o conhecida pela popula√ß√£o como o glaucoma ou a catarata, mas que, atualmente, est√° entre as principais causas de cegueira em pessoas com mais de 60 anos, atingindo cerca de 30 milh√Ķes de indiv√≠duos no mundo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Retina e V√≠treo (SBRV).
Na prática: O procedimento é simples e rápido, porém, necessita cuidado, pois é invasivo. A aplicação é realizada com anestesia local (colírio ou anestésico injetado sob a conjuntiva) e raramente causa dor. Antes da aplicação, o uso de um colírio com iodopovidona diminui consideravelmente o risco de endoftalmite, como é denominada a infecção no interior do olho.
O n√ļmero de aplica√ß√Ķes pode variar de acordo com a doen√ßa ocular e a resposta do paciente ao tratamento.
Pós-terapia: O paciente é liberado depois do procedimento, com a recomendação de contatar imediatamente o seu oftalmologista caso tenha dor, diminuição da visão ou secreção ocular nos dias seguintes.
Progressos: Aliada no tratamento de diversas doen√ßas, a tend√™ncia √© que terapia antiangiog√™nica siga sendo utilizada, com f√°rmacos ainda mais potentes. Novidades devem surgir nos pr√≥ximos anos, com a introdu√ß√£o de outras subst√Ęncias antiangiog√™nicas. Espera-se que elas tenham maior efic√°cia, com melhores resultados visuais, e que os intervalos entre as aplica√ß√Ķes sejam maiores, com diminui√ß√£o dos custos diretos e indiretos do tratamento.
Fonte: Revista Universo Visual. Disponível em: https://universovisual.com.br/secao/noticias/300/terapia-antiangiogenica-e-aliada-em-tratamentos-oculares

Descolamento de Retina

A retina √© uma fina camada contendo c√©lulas nervosas que recobre internamente a cavidade posterior do olho. √Č respons√°vel pela percep√ß√£o e forma√ß√£o da imagem, fornecendo dados que s√£o enviados para o c√©rebro, onde ser√£o traduzidos. Assim, a retina √© uma parte importante do olho para a vis√£o.

O descolamento de retina geralmente ocorre ap√≥s os 45 anos e afeta apenas um olho. Dentre os fatores de risco relacionados est√£o: hist√≥ria de deslocamento de retina na fam√≠lia, glaucoma e cirurgias oculares pr√©vias. Pessoas com altos graus de miopia apresentam altera√ß√Ķes retinianas que predisp√Ķe ao maior risco de descolamento de retina precoce. Acidentes que resultem em ferimento, impacto ou batida forte no olho, na face ou na cabe√ßa podem provocar o deslocamento de retina, assim como o diabetes e inflama√ß√Ķes oculares graves.

Os sinais de alerta s√£o: vis√£o emba√ßada, √°reas enegrecidas ou flashes de luz/rel√Ęmpagos. Luzes ou flashes podem ser os sintomas iniciais do descolamento da retina e ocorrem devido √† estimula√ß√£o da retina que √© interpretada pelo c√©rebro como sinais de luz. Esse sintoma √© muito importante e a sua ocorr√™ncia exige um exame com o OFTALMOLOGISTA o mais breve poss√≠vel.

 

Quando o descolamento de retina não é corrigido, quase todos os casos progridem até uma perda total da visão, cegueira irreversível e atrofia ocular. A correção de um descolamento de retina com a cirurgia é bem sucedido em aproximadamente 80% dos casos, embora mais de um procedimento possa ser necessário. Uma vez que a retina é novamente colada, a visão geralmente melhora e estabiliza. No entanto, essa recuperação pode demorar diversos meses antes que a visão retorne a seu nível definitivo.

Atualmente, existem diversas técnicas para cirurgia do descolamento de retina. Ressalta-se que em cerca de 5% dos casos de descolamento de retina num olho, que não seja causado por trauma, a doença afeta o outro olho. Assim, o segundo olho de um paciente com um descolamento de retina deve ser examinado minuciosamente e seguido com atenção.

O descolamento de retina é uma doença extremamente grave, com risco de perda total da visão e que sua a suspeita exige uma avaliação com um OFTALMOLOGISTA o mais rápido possível.

Glaucoma

Glaucoma é o nome dado a um grupo de doenças que afetam o nervo óptico num padrão característico. A pressão intraocular elevada é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de glaucoma.

Existem v√°rios tipos de glaucoma. O mais comum √© o¬†glaucoma prim√°rio de √Ęngulo aberto, frequentemente sem sintomas. Normalmente associado a uma press√£o intraocular maior do que 21 mmHg, dificultando a circula√ß√£o de sangue pelo nervo √≥ptico.

Outro tipo, o¬†glaucoma de √Ęngulo estreito, √© caracterizado por aumentos s√ļbitos de press√£o intraocular. Isto ocorre em olhos geralmente pequenos, pela obstru√ß√£o da sa√≠da do l√≠quido do olho pela parte colorida (a √≠ris). Glaucoma de √Ęngulo estreito na maioria das vezes causa dor e deixa a vis√£o borrada, levando a perda visual irrevers√≠vel dentro de um curto per√≠odo de tempo. √Č considerada uma situa√ß√£o de emerg√™ncia oftalmol√≥gica e requer tratamento imediato. Muitas pessoas o confundem com dor de cabe√ßa, chegam a fazer tomografias e est√£o apresentando crises de glaucoma de √Ęngulo estreito.¬†Glaucoma cong√™nito¬†√© uma doen√ßa gen√©tica rara que atinge beb√™s. Apresentam olhos aumentados e c√≥rneas emba√ßadas.

Glaucoma secund√°rio¬†ocorre como uma complica√ß√£o de v√°rias condi√ß√Ķes como: cirurgia ocular, catarata avan√ßada, les√Ķes oculares, uve√≠tes, diabetes ou uso de cortic√≥ides.

Por não ter sintomas distintos, uma complicação quase que inevitável do glaucoma é a perda visual, afetando inicialmente a visão periférica. No começo a perda é sutil, e pode não ser percebida pelo paciente. Perdas moderadas a severas podem ser notadas pelo paciente através de exames atentos da sua visão periférica. Isso pode ser feito fechando um olho e examinando todos os quatro cantos do campo visual notando claridade e acuidade, e então repetindo o processo com o outro olho fechado.

Se a doença não for tratada, o campo visual se estreita cada vez mais, obscurecendo a visão central e finalmente progredindo para a cegueira do olho afetado.

Esperar pelos sintomas de perda visual não é o ideal. A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas pode ser prevenida ou atrasada por um tratamento.

 

Veja o padr√£o de perda visual devido ao glaucoma:

 

Catarata

A catarata consiste na opacidade parcial ou total do cristalino (lente natural do olho, localizada atrás da íris) que impede a imagem chegar nitidamente à retina. Não deve ser confundida com o pterígio que é o crescimento de uma membrana sobre a córnea.

A catarata est√° na maioria das vezes associada √† idade (pacientes acima dos 60 anos), mas tamb√©m pode ser causada por traumatismos, radia√ß√£o, doen√ßas sist√™micas como o diabetes, inflama√ß√Ķes oculares, medicamentos (principalmente corticoides), cong√™nita, entre outras. O ofuscamento ao olhar √†s luzes √† noite, imagem borrada e perda da percep√ß√£o de cores s√£o os principais sintomas. A melhora da vis√£o de perto pode ocorrer nas fases iniciais devido a um aumento do cristalino. Catarata, atualmente, √© a principal causa de cegueira cur√°vel no mundo e sua cirurgia, a mais realizada dentre todas.

A t√©cnica cir√ļrgica mais moderna para o tratamento da catarata consiste da remo√ß√£o do cristalino opaco por fragmenta√ß√£o e aspira√ß√£o com ultrassom (facoemulsifica√ß√£o), com posterior implante de uma lente intra-ocular.

Tudo isso por uma micro-incisão, na maioria das vezes sem necessidade de pontos. As lentes artificiais que substituem o cristalino variam de materiais, tamanho, forma e características ópticas. Essa escolha depende da técnica, características oculares e desejo do paciente.

A cirurgia pode ser realizada com anestesia tópica (colírios) ou com bloqueio ocular sob sedação. A anestesia geral é utilizada somente em casos especiais.

Consulte seu oftalmologista regularmente, somente ele poderá diagnosticar e tratar as doenças oculares, e no caso de catarata, indicar o melhor momento para realização da cirurgia.

 

Idosos mais cheios de vida

Muitas vezes nossos pais e avós, quando abandonam atividades usuais e corriqueiras, o fazem devido à perda gradativa da visão. Tal situação interfere na qualidade de vida, pois traz insegurança. Pessoas com mais de 55 anos de idade que passam a apresentar alteração no grau dos óculos e alteração visual podem estar iniciando o desenvolvimento de catarata. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a cirurgia da catarata atualmente é praticada pela técnica da facoemulsificação do cristalino (técnica que utiliza ultrassom), e não há mais a necessidade do ¨tal amadurecimento da catarata¨ por completo. A catarata, por esta técnica, será dissolvida e fragmentada em pequenas partículas que serão aspiradas pelo equipamento adequado. Trata-se de uma cirurgia feita por uma microincisão e implanta-se, então, uma lente intraocular que substituirá o antigo cristalino. As lentes mais modernas são dobráveis e flexíveis, fazendo com que na maioria das cirurgias sequer seja necessário o emprego de pontos. A anestesia é local e sem riscos. No momento do diagnóstico da catarata a cirurgia já pode ser indicada se o cirurgião possuir a experiência necessária para realizá-la.

Devemos lembrar que a correção da catarata também vem acompanhada da correção total ou parcial do grau prévio do paciente. O avanço tecnológico das novas lentes intraoculares também permite o cálculo preciso do grau residual, muitas vezes, fazendo com que haja abandono do óculos em definitivo.