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Você sabe pingar colírio corretamente?

O tratamento oftalmológico passa quase que rotineiramente pela administração de colírios. Sejam lubrificantes oculares para conforto visual, sejam colírios para infecções, inflamações ou tratamentos pré ou pós-operatórios. Muitas vezes o sucesso de seu tratamento está intimamente ligado ao uso correto dos colírios. Mas você sabe administrar do jeito certo os colírios?

  • O modo correto de administração envolve lavar as mãos com água corrente e sabão,  secando-as após. Não apoie a tampa do colírio em locais com sujidade.
  • Afaste a pálpebra inferior, assim conseguirá visualizar melhor a área na qual a gota cairá.
  • Não encoste o bico dosador no olho.
  • Após a instilação da gota, feche os olhos suavemente por alguns instantes pressionando levemente o canto nasal do olho.
  • Caso alguma gota a mais caia dentro do olho não se preocupe e enxugue apenas o que escorrer e após a instilação.
  • Caso haja mais de um colírio a ser instilado, aguarde 5 a 10 minutos de intervalo.

Lembre-se! Somente um oftalmologista está capacitado para prescrever o colírio correto às suas necessidades!

Fonte da figura: https://saude.novartis.com.br/glaucoma/a-importancia-dos-colirios-no-tratamento-do-glaucoma/

 

Curso de Lentes de Contato

Em 16/03/2019 ocorreu o aguardado “Curso de Lentes de Contato” para a turma de residentes da Fundação Dr. João Penido Burnier, no Auditório do IPB. Este curso sempre foi ministrado pelo nosso querido prof. Dr. Cleber Godinho, missão agora apadrinhada com carinho por seus filhos Dra. Izabela Godinho e Dr. Rodrigo Godinho. Ainda estiveram presentes a prof. Dra. Elvira Abreu, o prof. Dr. Marcelo Sobrinho e a prof. Dra. Andrea Nehemy Costa. Foi um dia todo de aprendizado teórico e prático, com adaptações de lentes de contato ao vivo. A Fundação sente-se honrada e agradecida por ter a presença dos professores, dispostos a ensinar com zelo nossos residentes.

Terapia Antiangiogênica

Injeção intraocular de fármacos combate doenças como DMRI e edema macular causados por diabetes.
A terapia antiangiogênica é um procedimento cada vez mais utilizado no tratamento de doenças que afetam a retina. Técnica que surgiu nos anos 2000, trata-se da aplicação de fármacos que diminuem a proliferação e a permeabilidade de vasos sanguíneos no interior dos olhos. Esses medicamentos são injetados na cavidade vítrea, onde há o gel (humor vítreo) que preenche cerca de 80% do volume do olho.
O procedimento deve ser realizado por um oftalmologista especializado no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de indivíduos com doenças na retina.
Indicações: A terapia é indicada para casos de edema de mácula (inchaço na porção central da retina) por diabetes mellitus, obstrução de veias retinianas e degeneração macular relacionada à idade (forma exsudativa da DMRI), doença não tão conhecida pela população como o glaucoma ou a catarata, mas que, atualmente, está entre as principais causas de cegueira em pessoas com mais de 60 anos, atingindo cerca de 30 milhões de indivíduos no mundo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV).
Na prática: O procedimento é simples e rápido, porém, necessita cuidado, pois é invasivo. A aplicação é realizada com anestesia local (colírio ou anestésico injetado sob a conjuntiva) e raramente causa dor. Antes da aplicação, o uso de um colírio com iodopovidona diminui consideravelmente o risco de endoftalmite, como é denominada a infecção no interior do olho.
O número de aplicações pode variar de acordo com a doença ocular e a resposta do paciente ao tratamento.
Pós-terapia: O paciente é liberado depois do procedimento, com a recomendação de contatar imediatamente o seu oftalmologista caso tenha dor, diminuição da visão ou secreção ocular nos dias seguintes.
Progressos: Aliada no tratamento de diversas doenças, a tendência é que terapia antiangiogênica siga sendo utilizada, com fármacos ainda mais potentes. Novidades devem surgir nos próximos anos, com a introdução de outras substâncias antiangiogênicas. Espera-se que elas tenham maior eficácia, com melhores resultados visuais, e que os intervalos entre as aplicações sejam maiores, com diminuição dos custos diretos e indiretos do tratamento.
Fonte: Revista Universo Visual. Disponível em: https://universovisual.com.br/secao/noticias/300/terapia-antiangiogenica-e-aliada-em-tratamentos-oculares

Crosslinking da Córnea

O crosslinking é um tratamento que está sendo amplamente divulgado nos últimos tempos. É utilizado no tratamento do ceratocone e das doenças ectásicas da córnea, com a finalidade de remodelamento corneano, visando a não progressão destas doenças.

É um tratamento pouco invasivo, realizado por médico oftalmologista especializado. Consiste na instilação de colírio de riboflavina (vitamina B) e da combinação de radiações especiais na córnea, com a finalidade de entrelaçamento das fibras de colágeno e aumento da resistência corneana.

Existem critérios para sua indicação e um acompanhamento rigoroso deve ser realizado antes e após o procedimento. O IPB dispõe deste moderno tratamento e de outros, para solução de ordem terapêutica destas doenças.

Consulte nossos oftalmologistas especializados do corpo clínico. Sua saúde merece prioridade!

IPB destaque nas competições

Mais notícias excelentes de nossos residentes e fellows!

Durante o 62o Congresso Brasileiro de Oftalmologia deste ano, realizado em Maceió, IPB/Fundação Dr. João Penido Burnier fez sua primeira participação nas competições/gincanas realizadas entre os serviços de residência de todo o Brasil. A Copa Interoftalmo é uma competição que mescla conhecimentos gerais, da atualidade e da oftalmologia, além de testar o espírito de equipe, raciocínio rápido e velocidade de ação dos participantes.

Nossa equipe deu um show! Embalados pelo slogan “Aqui é Penido!” e comandada pelo Dr. Guilherme Dias, Dra. Mariana Botelho e Dr. Thiago Figueiredo arrasaram nas respostas e na empolgação, ficando entre os 10 primeiros colocados (9o lugar) já na sua estreia na competição. Todos os residentes estiveram presentes apoiando e incentivando seus representantes, num misto de co-responsabilidade, amizade e companheirismo, valores que a Fundação também preza durante a formação dos novos profissionais. Nossa equipe Pé-na-Areia foi só elogios!

No mês seguinte ocorreu uma competição semelhante durante o Simpósio Internacional do Banco de Olhos de Sorocaba (o SINBOS). Neste ano os temas abordados no simpósio foram úvea, retina e tumores oculares.

O IPB também se fez representar na competição, e mais uma vez foi destaque com o 2o lugar, na sua estreia também nesta saudável disputa. A segunda posição no pódio foi do nosso fellow de retina, Dr. Felipe Bugalho.

Dr. Felipe se destacou pelos profundos conhecimentos de assuntos atuais e de patologias vítreo-retinianas. Ele também contou com o apoio de seus colegas do departamento de retina e vítreo.

O IPB e a Fundação Dr. João Penido Burnier estão orgulhosos do desempenho de seus jovens médicos!

Convênio IPB – McGill University

Pela primeira vez na história do curso de especialização em oftalmologia do IPB os residentes estão tendo a oportunidade de realizar estágio curricular no Henry C. Witelson Ocular Pathology Laboratory (McGill University), em Montreal/Canadá. A oportunidade surge através de um convênio, firmado com o Prof. Dr. Miguel Burnier Jr., diretor do laboratório e do centro de pesquisas em saúde, além de ser prof. titular de Oftalmologia, Patologia e Oncologia Ocular.

Durante todo o ano nossos residentes do último ano de especialização cursam parte de sua grade de oftalmologia patológica nas dependências do laboratório e ambulatórios canadenses.

Dra. Mariana Botelho nos descreve a experiência: “A possibilidade de extender nosso currículo e nossos conhecimentos com a ida ao Laboratório foi uma oportunidade inesquecível. Dr. Miguel é um renomado chefe que guarda grande apreço pelo Instituto. É incrível o modo como ele dirige o Laboratório e a equipe humana e brilhante que o cerca. Essa experiência nos incentiva cada vez mais na área científica e de pesquisa, despertando um interesse muito intenso em fazer diferença no meio das inovações e descobertas da oftalmologia. E o melhor de tudo é poder carregar o nome do nosso amado instituto conosco.”

Além do curso regular, ainda estão tendo a oportunidade de participar das inúmeras pesquisas científicas realizadas pela equipe do renomado laboratório, o maior em patologia ocular do mundo, e de apresentar seus trabalhos nos maiores e mais badalados congressos mundiais de oftalmologia, como a ARVO e a AAO (Academia Americana de Oftalmologia).

Pesquisas desenvolvidas pela Dra. Mariana em conjunto com o laboratório:

  • TOPOGRAPHIC DISTRIBUTION OF CARUNCLE TUMORS: A 12 YEAR STUDY;
  • CLINICOPATHOLOGICAL ANALYSIS OF MELANOCYTIC EYE TUMORS: A 12 YEAR REVIEW;
  • EPIDEMIOLOGICAL AND HISTOPATHOLOGICAL STUDY OF OCULAR VASCULAR AND PERIVASCULAR TUMORS: A 12 YEAR REVIEW;
  • HEMANGIOPERICYTOMA OF THE ORBIT: CASE SERIES.

Dra. Andreise Paro, por sua vez,  está desenvolvendo o trabalho HISTOPATHOLOGICAL ANALYSIS OF PATIENTS WITH MELANOCYTIC LESIONS OF THE CONJUNCTIVA: A 10-YEAR REVIEW.

O convênio entre o IPB e a McGill ainda está propiciando a capacitação de outros médicos do hospital a nível de pós-graduação.

O IPB e a Fundação Dr. João Penido Burnier (em especial sua Diretora Dra. Elvira Abreu) agradecem a generosidade da McGill e do Prof. Burnier em receber nossos profissionais para aperfeiçoamento e por acreditar no potencial de cada um deles.

Moscas Volantes

As imagens tipo moscas volantes, cobrinhas e sombras que muitos pacientes enxergam se devem ao evento de descolamento do vítreo posterior.

O vítreo é uma espécie de gelatina transparente que preenche a parte posterior do olho, estando envolto e firmemente aderido à retina. Devido ao envelhecimento e algumas outras causas, essa gelatina pode se desprender da parede interna do olho e da retina sem causar, obrigatoriamente, danos à visão. Esse fenômeno é chamado de descolamento posterior do vítreo (“descolamento da gelatina do olho”).

O descolamento dessa gelatina e seus sinais são muito comuns e nem sempre estão relacionados ao descolamento de retina. No entanto, em alguns casos e na presença de fatores de risco, esse processo pode rasgar a retina em um ou mais pontos de maior aderência. Os sinais de alerta são: percepção de pontos negros na visão que se movimentam com a posição do olhar, embaçamento visual e por vezes flashes luminosos.

Esses pontos escuros são denominados moscas volantes e podem ter outras formas, como fio de cabelo e teia de aranha. Esses sintomas são comuns na população em geral e, principalmente, em pessoas com miopia e operadas de catarata.

Essas alterações geralmente são benignas e ocorrem com frequência e podem resultar da separação do vítreo da retina sem demais complicações. Porém, em alguns casos, ocorre a formação de um rasgo na retina, como anteriormente mencionado, se esta ainda estiver colada, o tratamento com aplicação de laser na área do rasgo deverá ser feita mais precocemente possível para se evitar maiores danos.

Caso qualquer uma destas alterações surja em seus olhos, procure imediatamente um oftalmologista.

Descolamento de Retina

A retina é uma fina camada contendo células nervosas que recobre internamente a cavidade posterior do olho. É responsável pela percepção e formação da imagem, fornecendo dados que são enviados para o cérebro, onde serão traduzidos. Assim, a retina é uma parte importante do olho para a visão.

O descolamento de retina geralmente ocorre após os 45 anos e afeta apenas um olho. Dentre os fatores de risco relacionados estão: história de deslocamento de retina na família, glaucoma e cirurgias oculares prévias. Pessoas com altos graus de miopia apresentam alterações retinianas que predispõe ao maior risco de descolamento de retina precoce. Acidentes que resultem em ferimento, impacto ou batida forte no olho, na face ou na cabeça podem provocar o deslocamento de retina, assim como o diabetes e inflamações oculares graves.

Os sinais de alerta são: visão embaçada, áreas enegrecidas ou flashes de luz/relâmpagos. Luzes ou flashes podem ser os sintomas iniciais do descolamento da retina e ocorrem devido à estimulação da retina que é interpretada pelo cérebro como sinais de luz. Esse sintoma é muito importante e a sua ocorrência exige um exame com o OFTALMOLOGISTA o mais breve possível.

 

Quando o descolamento de retina não é corrigido, quase todos os casos progridem até uma perda total da visão, cegueira irreversível e atrofia ocular. A correção de um descolamento de retina com a cirurgia é bem sucedido em aproximadamente 80% dos casos, embora mais de um procedimento possa ser necessário. Uma vez que a retina é novamente colada, a visão geralmente melhora e estabiliza. No entanto, essa recuperação pode demorar diversos meses antes que a visão retorne a seu nível definitivo.

Atualmente, existem diversas técnicas para cirurgia do descolamento de retina. Ressalta-se que em cerca de 5% dos casos de descolamento de retina num olho, que não seja causado por trauma, a doença afeta o outro olho. Assim, o segundo olho de um paciente com um descolamento de retina deve ser examinado minuciosamente e seguido com atenção.

O descolamento de retina é uma doença extremamente grave, com risco de perda total da visão e que sua a suspeita exige uma avaliação com um OFTALMOLOGISTA o mais rápido possível.

Ceratocone

O ceratocone é uma doença da córnea (parte transparente anterior do olho) de causa ainda discutida, que acomete adolescentes e adultos jovens. Tem associação frequente com alergia e a coceira ocular pode ser o gatilho que inicia a doença.

É caracterizado pelo aumento progressivo e irreversível da curvatura da córnea, bem como pela diminuição de sua espessura. Em outras palavras, a córnea torna-se “pontuda” e “fina”.

Quais os sintomas?

No início da doença são: desconforto visual, dor de cabeça, sensibilidade à luz, baixa da visão (principalmente noturna) e troca frequente das lentes dos óculos, em virtude do aumento da miopia e principalmente do astigmatismo.

No início o uso de óculos ou lentes de contato é capaz de oferecer uma boa visão ao paciente.

Com a contínua progressão do ceratocone, o astigmatismo aumenta bastante (gerando uma imagem borrada e distorcida), e os óculos passam a não mais oferecer uma visão satisfatória.  Neste estágio somente as lentes de contato (do tipo rígidas) são capazes de melhorar a visão, caso o ceratocone progrida, alternativas cirúrgicas devem ser consideradas (crosslinking, anel intraestromal e transplante de córnea).

 Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado através de exame oftalmológico e pode ser confirmado através da Topografia ou Tomografia Corneana Computadorizada. Esses exames fazem uma análise das superfícies da córnea e expressam as informações através de um gráfico numérico e de cores. Com isto, além de auxiliar muito no diagnóstico, podemos acompanhar a evolução, forma, posição e tamanho do ceratocone.

Por fim, ressaltamos a importância de um acompanhamento com seu médico, para um diagnóstico precoce e escolha do melhor método terapêutico. O ceratocone é uma patologia frequente e na maioria dos casos é possível se obter uma boa visão com o uso de lentes de contato, que devem ser adaptadas exclusivamente pelo seu oftalmologista.

A vida é melhor sem óculos

Através da cirurgia a laser é possível a correção dos problemas de refração e uma vida praticamente independente de óculos.

Com o avanço da medicina, já é possível dizer que os óculos são antiquados e as lentes de contato, trabalhosas e custosas. Quem possui algum tipo de “grau” sempre sonhou em acordar pela manhã enxergando sem precisar tatear à sua volta, procurando por seus óculos. Praticar esportes, vida social, festas, trabalhos e muitas outras situações ficariam melhores se houvesse a independência dos óculos ou lentes de contato.

E é por meio da cirurgia a laser, para a correção de miopia, astigmatismo e hipermetropia ou pela cirurgia com o ultra-som para o implante de lentes intra-oculares, que tudo isto tornou-se possível.

A visão de volta aos jovens e adultos

A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia podem ser corrigidos isoladamente ou quando combinados, através da cirurgia refrativa, desde que o grau esteja estabilizado e o exame oftalmológico completo não mostre nenhuma alteração. Portanto, um cuidadoso exame deve ser realizado e as devidas orientações e dúvidas esclarecidas, avaliando se o candidato está ou não apto para ser operado.

A cirurgia a laser consiste em esculpir e modelar a curvatura da córnea com a tecnologia do laser, chamado Excimer Laser. Os aparelhos de última geração executam a cirurgia com previsibilidade e segurança, assim a estabilidade cirúrgica tornou-se mais alta, mas sempre a confiança e experiência do cirurgião se fazem absolutas.