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Crosslinking da Córnea

O crosslinking é um tratamento que está sendo amplamente divulgado nos últimos tempos. É utilizado no tratamento do ceratocone e das doenças ectásicas da córnea, com a finalidade de remodelamento corneano, visando a não progressão destas doenças.

É um tratamento pouco invasivo, realizado por médico oftalmologista especializado. Consiste na instilação de colírio de riboflavina (vitamina B) e da combinação de radiações especiais na córnea, com a finalidade de entrelaçamento das fibras de colágeno e aumento da resistência corneana.

Existem critérios para sua indicação e um acompanhamento rigoroso deve ser realizado antes e após o procedimento. O IPB dispõe deste moderno tratamento e de outros, para solução de ordem terapêutica destas doenças.

Consulte nossos oftalmologistas especializados do corpo clínico. Sua saúde merece prioridade!

Descolamento de Retina

A retina é uma fina camada contendo células nervosas que recobre internamente a cavidade posterior do olho. É responsável pela percepção e formação da imagem, fornecendo dados que são enviados para o cérebro, onde serão traduzidos. Assim, a retina é uma parte importante do olho para a visão.

O descolamento de retina geralmente ocorre após os 45 anos e afeta apenas um olho. Dentre os fatores de risco relacionados estão: história de deslocamento de retina na família, glaucoma e cirurgias oculares prévias. Pessoas com altos graus de miopia apresentam alterações retinianas que predispõe ao maior risco de descolamento de retina precoce. Acidentes que resultem em ferimento, impacto ou batida forte no olho, na face ou na cabeça podem provocar o deslocamento de retina, assim como o diabetes e inflamações oculares graves.

Os sinais de alerta são: visão embaçada, áreas enegrecidas ou flashes de luz/relâmpagos. Luzes ou flashes podem ser os sintomas iniciais do descolamento da retina e ocorrem devido à estimulação da retina que é interpretada pelo cérebro como sinais de luz. Esse sintoma é muito importante e a sua ocorrência exige um exame com o OFTALMOLOGISTA o mais breve possível.

 

Quando o descolamento de retina não é corrigido, quase todos os casos progridem até uma perda total da visão, cegueira irreversível e atrofia ocular. A correção de um descolamento de retina com a cirurgia é bem sucedido em aproximadamente 80% dos casos, embora mais de um procedimento possa ser necessário. Uma vez que a retina é novamente colada, a visão geralmente melhora e estabiliza. No entanto, essa recuperação pode demorar diversos meses antes que a visão retorne a seu nível definitivo.

Atualmente, existem diversas técnicas para cirurgia do descolamento de retina. Ressalta-se que em cerca de 5% dos casos de descolamento de retina num olho, que não seja causado por trauma, a doença afeta o outro olho. Assim, o segundo olho de um paciente com um descolamento de retina deve ser examinado minuciosamente e seguido com atenção.

O descolamento de retina é uma doença extremamente grave, com risco de perda total da visão e que sua a suspeita exige uma avaliação com um OFTALMOLOGISTA o mais rápido possível.

Congresso IPB 2018

Na data de 09 de junho de 2018 ocorreu o Congresso do Instituto Penido Burnier 2018, celebrando seu 98o. aniversário de fundação. Foi um dia todo dedicado a discussões de casos clínicos desafiadores, com autoridades nacionais e internacionais. Oportunidade única para rever os amigos, confraternizar e aprender.

Este ano o Congresso foi marcado por duas homenagens: uma ao Prof. Cleber Godinho, que tanto se dedicou ao ensino de lentes de contato no país, e ao Prof. Dr. Milton Toledo Filho, homenagem esta idealizada pela equipe de retina e vítreo, fellows e residentes do hospital.

O IPB se orgulha de manter a tradição e conseguir reunir anualmente vários ex-alunos e colegas.

IPB no Congresso Brasileiro Retina e Vítreo 2018

Em busca da excelência e do aprimoramento técnico e científico vários médicos do IPB e da Fundação Dr. João Penido Burnier estiveram participando do Congresso Brasileiro da Sociedade de Retina e Vítreo, realizado em Foz do Iguaçu, de 12 a 14 de abril de 2018.

Dr. Márcio Augusto Nogueira Costa esteve presente nas mesas redondas de discussão de casos de oncologia ocular e ultrassonografia e coordenando juntamente com Dra. Fernanda Nonato, a apresentação dos pôsteres de nossos fellows e residentes. Vários médicos do corpo clínico do hospital também estiveram presentes, aproveitando esta oportunidade para rever os ex-alunos e ex-fellows desta instituição, aprender ainda mais e confraternizar.

Os pôsteres apresentados foram os seguintes:

  • Choroidal hemangioma – a case report and literature review
  • Panvuveitis secondary to syphilis: a case report
  • Papilledema secondary to cerebral tuberculosis: a case report and literature review
  • Difuse unilateral subacute neurorretinitis (DUSN): case report
  • Posterior scleritis simulating choroid tumor: case report

O IPB busca sempre se renovar e destacar na grade de eventos nacional!

Ceratocone

O ceratocone é uma doença da córnea (parte transparente anterior do olho) de causa ainda discutida, que acomete adolescentes e adultos jovens. Tem associação frequente com alergia e a coceira ocular pode ser o gatilho que inicia a doença.

É caracterizado pelo aumento progressivo e irreversível da curvatura da córnea, bem como pela diminuição de sua espessura. Em outras palavras, a córnea torna-se “pontuda” e “fina”.

Quais os sintomas?

No início da doença são: desconforto visual, dor de cabeça, sensibilidade à luz, baixa da visão (principalmente noturna) e troca frequente das lentes dos óculos, em virtude do aumento da miopia e principalmente do astigmatismo.

No início o uso de óculos ou lentes de contato é capaz de oferecer uma boa visão ao paciente.

Com a contínua progressão do ceratocone, o astigmatismo aumenta bastante (gerando uma imagem borrada e distorcida), e os óculos passam a não mais oferecer uma visão satisfatória.  Neste estágio somente as lentes de contato (do tipo rígidas) são capazes de melhorar a visão, caso o ceratocone progrida, alternativas cirúrgicas devem ser consideradas (crosslinking, anel intraestromal e transplante de córnea).

 Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado através de exame oftalmológico e pode ser confirmado através da Topografia ou Tomografia Corneana Computadorizada. Esses exames fazem uma análise das superfícies da córnea e expressam as informações através de um gráfico numérico e de cores. Com isto, além de auxiliar muito no diagnóstico, podemos acompanhar a evolução, forma, posição e tamanho do ceratocone.

Por fim, ressaltamos a importância de um acompanhamento com seu médico, para um diagnóstico precoce e escolha do melhor método terapêutico. O ceratocone é uma patologia frequente e na maioria dos casos é possível se obter uma boa visão com o uso de lentes de contato, que devem ser adaptadas exclusivamente pelo seu oftalmologista.

Glaucoma

Glaucoma é o nome dado a um grupo de doenças que afetam o nervo óptico num padrão característico. A pressão intraocular elevada é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de glaucoma.

Existem vários tipos de glaucoma. O mais comum é o glaucoma primário de ângulo aberto, frequentemente sem sintomas. Normalmente associado a uma pressão intraocular maior do que 21 mmHg, dificultando a circulação de sangue pelo nervo óptico.

Outro tipo, o glaucoma de ângulo estreito, é caracterizado por aumentos súbitos de pressão intraocular. Isto ocorre em olhos geralmente pequenos, pela obstrução da saída do líquido do olho pela parte colorida (a íris). Glaucoma de ângulo estreito na maioria das vezes causa dor e deixa a visão borrada, levando a perda visual irreversível dentro de um curto período de tempo. É considerada uma situação de emergência oftalmológica e requer tratamento imediato. Muitas pessoas o confundem com dor de cabeça, chegam a fazer tomografias e estão apresentando crises de glaucoma de ângulo estreito. Glaucoma congênito é uma doença genética rara que atinge bebês. Apresentam olhos aumentados e córneas embaçadas.

Glaucoma secundário ocorre como uma complicação de várias condições como: cirurgia ocular, catarata avançada, lesões oculares, uveítes, diabetes ou uso de corticóides.

Por não ter sintomas distintos, uma complicação quase que inevitável do glaucoma é a perda visual, afetando inicialmente a visão periférica. No começo a perda é sutil, e pode não ser percebida pelo paciente. Perdas moderadas a severas podem ser notadas pelo paciente através de exames atentos da sua visão periférica. Isso pode ser feito fechando um olho e examinando todos os quatro cantos do campo visual notando claridade e acuidade, e então repetindo o processo com o outro olho fechado.

Se a doença não for tratada, o campo visual se estreita cada vez mais, obscurecendo a visão central e finalmente progredindo para a cegueira do olho afetado.

Esperar pelos sintomas de perda visual não é o ideal. A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas pode ser prevenida ou atrasada por um tratamento.

 

Veja o padrão de perda visual devido ao glaucoma:

 

Catarata

A catarata consiste na opacidade parcial ou total do cristalino (lente natural do olho, localizada atrás da íris) que impede a imagem chegar nitidamente à retina. Não deve ser confundida com o pterígio que é o crescimento de uma membrana sobre a córnea.

A catarata está na maioria das vezes associada à idade (pacientes acima dos 60 anos), mas também pode ser causada por traumatismos, radiação, doenças sistêmicas como o diabetes, inflamações oculares, medicamentos (principalmente corticoides), congênita, entre outras. O ofuscamento ao olhar às luzes à noite, imagem borrada e perda da percepção de cores são os principais sintomas. A melhora da visão de perto pode ocorrer nas fases iniciais devido a um aumento do cristalino. Catarata, atualmente, é a principal causa de cegueira curável no mundo e sua cirurgia, a mais realizada dentre todas.

A técnica cirúrgica mais moderna para o tratamento da catarata consiste da remoção do cristalino opaco por fragmentação e aspiração com ultrassom (facoemulsificação), com posterior implante de uma lente intra-ocular.

Tudo isso por uma micro-incisão, na maioria das vezes sem necessidade de pontos. As lentes artificiais que substituem o cristalino variam de materiais, tamanho, forma e características ópticas. Essa escolha depende da técnica, características oculares e desejo do paciente.

A cirurgia pode ser realizada com anestesia tópica (colírios) ou com bloqueio ocular sob sedação. A anestesia geral é utilizada somente em casos especiais.

Consulte seu oftalmologista regularmente, somente ele poderá diagnosticar e tratar as doenças oculares, e no caso de catarata, indicar o melhor momento para realização da cirurgia.

 

Conjuntivite

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva ocular, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras, podendo acometer os dois olhos. A duração da conjuntivite dependente da causa e não costuma deixar sequelas. Pode ser ocasionada por fatores alérgicos, irritativos ou infecciosos e cada um deles necessita de tratamento específico. O olho torna-se vermelho, inchado, lacrimejante, com sensação de corpo estranho e às vezes com secreção.

Infecciosa

A conjuntivite infecciosa é transmitida mais frequentemente por vírus, mas também pode ser causada por fungos ou bactérias e tende a ser contagiosa. O contágio se dá, nesse caso, pelo contato. Assim, estar em ambientes fechados com pessoas contaminadas, uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas infectadas ou até mesmo pela água da piscina são formas de se contrair a conjuntivite infecciosa. Quando ocorre uma epidemia de conjuntivite, pode-se dizer que é do tipo infecciosa.

O tipo mais comum de conjuntivite infecciosa é a viral, sendo geralmente causada por um adenovirus. É muito comum em escolas, local de trabalho, consultórios médicos, ou seja, todo local fechado com contato íntimo entre pessoas. O diagnóstico é realizado pelas características clínicas. O tratamento consiste na utilização de compressas geladas sobre as pálpebras, anti-inflamatórios e lágrimas artificiais tópicas. A propagação do vírus dura até 14 dias após o início dos sintomas.

A conjuntivite bacteriana caracteriza-se por ser purulenta. Este tipo é tratada com antibióticos tópicos. Um tipo específico de conjuntivite bacteriana, chamada de conjuntivite gonocócica, é causada por Neisseria gonorrhoeae que é uma bactéria sexualmente transmissível. Pode ser transmitida na hora do parto, mas a contaminação do recém-nascido é rara devido à aplicação de uma gota de nitrato de prata 1% no saco conjuntival ao nascimento. A conjuntivite de inclusão é causada por Clamydia trachomatis, sorotipo D-K, pertencente ao trato genital dos adultos. Possui uma duração maior e acomete geralmente jovens sexualmente ativos.

A conjuntivite fúngica é a mais rara. Geralmente acontece quando uma pessoa se acidenta com madeira nos olhos ou é usuária de lentes de contato.

Alérgica

A conjuntivite alérgica é aquela que ocorre em pessoas predispostas a alergias (rinite, asma, dermatite ou bronquite) e geralmente ocorre nos dois olhos. Esse tipo de conjuntivite não é contagiosa, apesar de poder começar em um olho e depois se apresentar no outro.  Caracteriza-se por coceira e edema. Pode ter períodos de melhoras e reincidências, sendo importante a descoberta da causa da conjuntivite alérgica. O alérgeno mais comum é o pólen. É tratada com colírios anti-alérgicos e compressas geladas.

Tóxica

A conjuntivite tóxica é causada por contato direto com algum agente tóxico, que pode ser algum colírio medicamentoso ou alguns produtos de limpeza, fumaça de cigarro e poluentes industriais. Alguns outros irritantes capazes de causar conjuntivite tóxica são poluição do ar, sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro e tintas para cabelo. A pessoa com conjuntivite tóxica deve se afastar do agente causador e lavar os olhos com água abundante. Se a causa for medicamentosa é necessária a suspensão do uso, sempre seguindo uma orientação médica.

Medidas de prevenção e controle

Lavar as mãos frequentemente, evitar aglomerações, evitar piscinas, lavar com frequência o rosto e as mãos, não coçar os olhos, trocar diariamente toalhas de rosto e roupa de cama, não compartilhar o uso de rímel/delineadores ou de qualquer outro produto de beleza, evitar contato direto com outras pessoas, não ficar em ambientes onde há bebês, não usar lentes de contato durante esse período, evitar banhos de sol, evitar luz – ela pode fazer com que o olho contaminado venha a doer mais.

Tratamento

Para melhor diagnosticar a causa da conjuntivite é  aconselhável a ida a um oftalmologista, ele poderá descobrir qual o agente causador da conjuntivite e prescrever o colírio corretamente. Não deve ser tocado com a superfície das embalagens no olho ou pálpebra quando da aplicação dos colírios, para evitar a contaminação das soluções.

É utilizada gaze com água filtrada gelada para limpar a secreção que se forma no olho, assim como compressas geladas sobre as pálpebras. Água boricada não é mais indicada pelos médicos para esse tipo de tratamento.

 

Idosos mais cheios de vida

Muitas vezes nossos pais e avós, quando abandonam atividades usuais e corriqueiras, o fazem devido à perda gradativa da visão. Tal situação interfere na qualidade de vida, pois traz insegurança. Pessoas com mais de 55 anos de idade que passam a apresentar alteração no grau dos óculos e alteração visual podem estar iniciando o desenvolvimento de catarata. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a cirurgia da catarata atualmente é praticada pela técnica da facoemulsificação do cristalino (técnica que utiliza ultrassom), e não há mais a necessidade do ¨tal amadurecimento da catarata¨ por completo. A catarata, por esta técnica, será dissolvida e fragmentada em pequenas partículas que serão aspiradas pelo equipamento adequado. Trata-se de uma cirurgia feita por uma microincisão e implanta-se, então, uma lente intraocular que substituirá o antigo cristalino. As lentes mais modernas são dobráveis e flexíveis, fazendo com que na maioria das cirurgias sequer seja necessário o emprego de pontos. A anestesia é local e sem riscos. No momento do diagnóstico da catarata a cirurgia já pode ser indicada se o cirurgião possuir a experiência necessária para realizá-la.

Devemos lembrar que a correção da catarata também vem acompanhada da correção total ou parcial do grau prévio do paciente. O avanço tecnológico das novas lentes intraoculares também permite o cálculo preciso do grau residual, muitas vezes, fazendo com que haja abandono do óculos em definitivo.

 

Blefarite

Blefarite é uma inflamação crônica e não contagiosa das pálpebras. É normalmente caracterizada pela produção excessiva de uma camada lípidica (óleo),  gerada por uma glândula encontrada na pálpebra, criando uma condição favorável para o crescimento bacteriano. As pálpebras ficam cobertas por detritos oleosos (caspas) e bactérias em torno da base dos cílios, podendo levar à perda destes.

Sintomas: coceira, irritação ocular, sensação de corpo estranho, lacrimejamento. Muitas vezes estes sintomas podem ser confundidos com conjuntivite, e durarem longos períodos sem melhora.

O tratamento consiste em pomadas de antibióticos e anti-inflamatórios nas crises, compressas mornas, higiene dos cílios com xampu neutro diariamente e mudança dos hábitos alimentares com diminuição da ingestão de gorduras.

Um oftalmologista pode fazer o diagnóstico preciso desta condição e indicar o melhor tratamento!